te escondi embaixo do meu travesseiro.
lá só eu posso te achar...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
HAM
desconfiemos dos rapazes que dizem não gostar de futebol,
há os que dizem isso para seduzir as mulheres,
ou seja, mentem pra pegar geral!
há os que dizem isso para seduzir as mulheres,
ou seja, mentem pra pegar geral!
sábado, 24 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Quero do Carlos Drummond Andrade
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
esperanças
adoro quando conheço e gosto de novos músicos. meninos. normalmente, quanto eu gosto, é porque as músicas são bonitas/fofas e eu acabo ficando com esperança de achar alguém que componha músicas assim pra mim.
é. eu sei.
mas esperança é a última que morre, tá?
e ela tá sempre ameaçando brotar em mim...
é. eu sei.
mas esperança é a última que morre, tá?
e ela tá sempre ameaçando brotar em mim...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
desejo
se eu pudesse desejar algo, não seria a paz,
seria respeito.
só se consegue paz com respeito.
respeito é a solução pros problemas do mundo :)
seria respeito.
só se consegue paz com respeito.
respeito é a solução pros problemas do mundo :)
palavra, tenho que escolher a mais bonita,
pra poder dizer coisas do coração.
palavra - teatro mágico ;)
era uma vez
uma estrelinha e um buraco negro.
a estrelinha, apesar de quente e muito bonita, estava longe, muito longe e aparentava ser fraca... ainda assim, era possível vê-la do lugar em que estamos.
o buraco negro, grande e amedrontador, também estava muito longe, longe o suficiente para não engolir a estrelinha. e não. não era possível enxergá-lo na noite. o buraco negro era escuro o suficiente para se esconder.
a estrelinha não o via, mas conseguia senti-lo. o buraco negro a via, mas não conseguia sentir seu calor.
o buraco negro queria poder chegar mais perto da estrelinha, mas temia devorá-la.
a estrelinha só queria saber se havia alguém que se importasse com ela.
e havia. mas ela não o conhecia. e por não conhecer, não sabia que aquilo que sentia era carinho. e isso a deixava confusa e solitária.
um dia, o buraco negro ouviu tilintares sobre a solidão e confusão da estrelinha. sentiu-se impotente. sim. o buraco negro, devorador, poderoso, sentiu-se impotente.
esperou até que a noite chegasse para ver o brilho da estrelinha. ela brilhava diferente. não importava as estrelas próximas. o brilho dela era diferente.
o buraco-negro, que não tinha brilho, teve uma ideia. pediu ajuda para as estrelas ao seu redor. pediu para que elas brilhassem e tilintassem de forma que a estrelinha soubesse que alguém se importava com ela. que alguém queria estar perto dela. que alguém queria poder estar a seu lado.
elas o ajudaram. as estrelas avisaram à estrelinha que alguém queria estar com ela, cuidar dela...
no outro dia, o brilho da estrelinha era maior, era mais bonito. o buraco negro se sentiu cego. ele não enxergava mais nenhuma estrela, mais nenhum planeta. não enxergava escuridão. a estrelinha tinha, agora, alguém para cuidar dela e ela alguém para cuidar.
a noite, o brilho é mais intenso, o buraco negro não precisa mais se alimentar. o calor da estrelinha é suficiente.
a estrelinha, apesar de quente e muito bonita, estava longe, muito longe e aparentava ser fraca... ainda assim, era possível vê-la do lugar em que estamos.
o buraco negro, grande e amedrontador, também estava muito longe, longe o suficiente para não engolir a estrelinha. e não. não era possível enxergá-lo na noite. o buraco negro era escuro o suficiente para se esconder.
a estrelinha não o via, mas conseguia senti-lo. o buraco negro a via, mas não conseguia sentir seu calor.
o buraco negro queria poder chegar mais perto da estrelinha, mas temia devorá-la.
a estrelinha só queria saber se havia alguém que se importasse com ela.
e havia. mas ela não o conhecia. e por não conhecer, não sabia que aquilo que sentia era carinho. e isso a deixava confusa e solitária.
um dia, o buraco negro ouviu tilintares sobre a solidão e confusão da estrelinha. sentiu-se impotente. sim. o buraco negro, devorador, poderoso, sentiu-se impotente.
esperou até que a noite chegasse para ver o brilho da estrelinha. ela brilhava diferente. não importava as estrelas próximas. o brilho dela era diferente.
o buraco-negro, que não tinha brilho, teve uma ideia. pediu ajuda para as estrelas ao seu redor. pediu para que elas brilhassem e tilintassem de forma que a estrelinha soubesse que alguém se importava com ela. que alguém queria estar perto dela. que alguém queria poder estar a seu lado.
elas o ajudaram. as estrelas avisaram à estrelinha que alguém queria estar com ela, cuidar dela...
no outro dia, o brilho da estrelinha era maior, era mais bonito. o buraco negro se sentiu cego. ele não enxergava mais nenhuma estrela, mais nenhum planeta. não enxergava escuridão. a estrelinha tinha, agora, alguém para cuidar dela e ela alguém para cuidar.
a noite, o brilho é mais intenso, o buraco negro não precisa mais se alimentar. o calor da estrelinha é suficiente.
desculpa,
mas eu sou fraca.
não, eu não gosto disso.
mas é mais forte que eu.
me desculpa, não queria que fosse assim,
queria ser forte...
não, eu não gosto disso.
mas é mais forte que eu.
me desculpa, não queria que fosse assim,
queria ser forte...
domingo, 11 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
natureza
o vento é a junção de todos os sopros que existem
tsunamis são lágrimas
furacões são as tosses
terremotos são as dores no peito
e a chuva... bem, a chuva são os espirros
tsunamis são lágrimas
furacões são as tosses
terremotos são as dores no peito
e a chuva... bem, a chuva são os espirros
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
dizem por aí
tem quem diga que a temperatura corpórea das mulheres é maior que a dos homens.
mas depende.
se estiverem juntos, em uma noite bem bonita,
a mulher fica com frio, só pra ter um abraço bem quente e seguro do homem.
mas depende.
se estiverem juntos, em uma noite bem bonita,
a mulher fica com frio, só pra ter um abraço bem quente e seguro do homem.
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