domingo, 30 de outubro de 2011

uma das minhas maiores provas de amor
é que eu fico o dia inteiro te esperando,
mas você não me dá bola!
eu gosto de prioridade
gosto de saber se cê tá pensando em mim
gosto de saber que, na verdade, não saio da sua cabeça
gosto de atenção
quero toda sua atenção
e carinho
e dengo
e pensamento
quero você todo

amor

com a pessoa certa
não machuca

sunlight pwt


when the storm won't end on your raging sea, when you've all but given up float back to me. when the waves come down and your arms get weak, when you're tired of bailing out float back to me. 'cause i can see sunlight through my window. if you open your eyes you'll find your way back home. sunlight, through my window. if you open your eyes you'll find your way back home. when you're all alone stuck in the dark, when you've lost your way in life i won't be far. when the seasons change and you fall apart, when the winter chill is near i won't be far. baby, can you hear me? come home. baby, i need you near me. come home. well, it's lonely now in this hotel room, and these sheets are empty, love waiting for you.

tudo que eu queria, nhuc

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras." ---- "Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir." ---- "A Gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz." ---- "A Melhor definição do Amor não vale um beijo." (Machado de Assis)

"Não Sei"


Não Sei

- Bom, quando você faz uma pergunta pessoal pra alguém, tipo como esta pessoa se sente a respeito de algo, e ela responde com “não sei”, é só porque ela não quer responder. – Ela franziu a testa, como se tivesse falado algo idiota – Você sabe disso, é claro. É óbvio. Não quer responder por preguiça de pensar nas razões que a fazem se sentir assim. Ou por vergonhas de admiti-las. Ou talvez estas razões sejam tão confusas e extensas – talvez até contraditórias – que, no fundo, ela sabe que são plausíveis apenas na cabeça dela, e que, quando falar – e não conseguir se fazer entender -, vai ficar com aquela cara de quem acha que acabou de falar algo idiota. Sabe?
Ela franziu a testa, de novo.

"Qualquer Título Qualquer"


Qualquer Título Qualquer

O senhor me diz que uma menina tão nova não tem nem como ter tanta mágoa pra guardar. Mas o senhor também sabe que tem quem sofra desde cedo. Nem me venha com aquela conversa de “sofre quem passa fome, frio, não tem onde morar…”. Cada um com seu cada qual e não é porque fulano sofre de desnutrição que eu, ou até mesmo o senhor, que a gente não possa sofrer só por se sentir um pouco só de vez em quando, ou qualquer outra coisa qualquer. E daí que o filho dela morreu de bala perdida? Se ela fosse rica, chorava porque acabou o caviar. Mesmo que se importasse com as outras pessoas, com o menino da bala perdida… – que, nesse caso não seria filho dela, é claro – Mesmo assim ela ficaria triste por nada de vez em quando. É tudo gente.
Sabe o que eu acho? Que o ser humano é um tanto triste de nascença. Tem uns que nem notam, porque também são tapados de nascença, coitados. E aquela gente sofrida de quem eu já falei, não nota quando tá triste só pra exercer o direito da tristeza porque sempre tem um motivo claro e atual pra abaixar a cabeça.
Eu agradeço, sim (,) senhor, por não ter motivos assim. Mas enquanto eu tiver vontade, nem que não seja por nada, eu vou continuar chorando sem culpa. Porque ninguém pode reclamar de eu ser uma criatura errada se nasci e fui criada num mundo que de certo não tem muito. “Errada” que eu digo é assim meio… É que eu não sei dizer. Eu vejo as coisas de um jeito diferente.
27.04.07

post dinâmico

lista de coisas que eu deveria começar a fazer que me tornarão uma pessoa horrível como qualquer outra, mas que se eu não fizer, vou ficar mal toda minha vida:

- parar de ajudar os outros pensando que me ajudarão de volta, pq todos querem puxar seu tapete
- parar de deixar todos alegres, pq quando eu precisar, ninguém estará lá, já que todos pensam que seus próprios problemas são os maiores do mundo
- parar de depender dos outros, pq quando dependem de você é pra favores
- parar de aceitar conselhos, pq ninguém tem a mesma carga de vida que vc
- não mudar pelos outros, pq quando tem que ser, simplesmente é... e quando vc muda e não era pra ser, vc se martiriza por um longo tempo pensando no que deu errado, mas o fato é que nada deu errado, as outras pessoas que são decepcionantes, mesmo
- não querer agradar a todos, pois não são todos que merecem agrados, de fato, muito poucos merecem
- parar com as altas expectativas em pessoas que se mostram potenciais não decepcionantes
- parar de se importar com o que não importa
- parar de querer fazer coisas difíceis para mostrar pros outros que você pode mesmo que essas coisas te deixem extremamente infeliz
- não contar seus problemas pros outros, eles não se importam e te fazem se sentir pior
- parar de querer ser forte em momentos de extrema fragilidade, mesmo que seja tpm
- não distribuir sorrisos a esmo, pq as pessoas não encaram como gesto de educação e se aproveitam pra tomar intimidade que ainda não foi dada



lembrar de não seguir essa lista, pq, apesar dessas coisas pontuais me deixarem triste em determinados momentos, são essas coisinhas que faço que me constroem, e eu gosto de ser esse ser raro no mundo.
lembrar, também, que existem outros seres raros que podem me fazer tão felizes quanto eu espero :)

egoísmo sim :)

parar de me lembrar de preferir os outros e não à mim
e começar a colocar isto em prática.

domingo, 23 de outubro de 2011

do que adianta ser fofa e meiga e bonitinha e blábláblá
se quando a gente é, não é dado valor?
se quando se é agreste que se é marcada?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

eu choro,
choro sim,
choro de raiva de ver quão boba a gente consegue ser.
minha cabeça sempre acaba interpretando o pior
especialmente quando me são dadas as opções
(e eu já sabia que isso ia acontecer, independente
dos meus avisos)

Reino Encantado das Iludidas: Beirut - A Candle's Fire

Reino Encantado das Iludidas: Beirut - A Candle's Fire

"Tinha um velho tocando o resto de sanfona que sobrou da noite passada no canto da esquina, um poste com a luz queima-não-queima e uma banca de flores, madrugando quieta, no domingo do outro lado da rua. Em passos meio tronchos, com a gravata num nó ainda mais troncho, o rapaz, sem sorrir, foi passando. Uma moça muito bonita, de vestido amarelo e maquiagem borrada, vinha do outro lado, com os cabelos bagunçados e os sapatos na mão.

Ela resolveu sentar no meio-fio da calçada pra sujar de uma vez o vestido, respirar dois minutos e ver se engolia o choro tomando o resto de vódega da garrafa que trazia na outra mão. Ele sem pensar em nada, olhou pro velho sanfoneiro na esquina, tocando os restos de acordes soltos de fim-de-carreira, arrumou o nó da gravata e sorriu um triste e torto sorriso pra moça.

Cambaleou um pouco até conseguir levantá-la, segurou a mão dela e puxou pra dançar os passos meio-bêbados ao som daquela música que ninguém sabe o nome ou a letra mas todo mundo sabe qual é. A moça riu enxugando os olhos borrados daquela dor que não passava nem com Gelol, e foi trupicar com ele pela rua que ninguém sabia se o que iluminava era o sol nascendo ou se era a saia do vestido amarelo rodando tonta.

- Chora não, menina. - O rapaz falou depois de uma meia-hora e tomou um generoso gole quando ela lhe ofereceu a garrafa. - Ele volta.

- E se não voltar? Se ele não voltar mais nunca?

- Se ele não voltar, eu fico. E fico pra sempre aqui do seu lado, dançando garrado enquanto amanhece.

- E se ele voltar?

- Se ele voltar, eu brigo, eu bato. Porque só um louco deixaria um par de olhos verdes lindos desses, no meio da rua numa madrugada qualquer.

Eles pararam de dançar. Continuaram de mãos dadas. O velho da sanfona não parou, o poste apagou de vez.

- Periga um bêbado esquisito com um coração partido, parar e se perder nesses olhos verdes lindos e até criar coragem de chamá-los pra dançar.

- E se eu resolver ficar?

O rapaz andou até a banca de flores dormidas e roubou uma da cor do vestido dela.

- Se você ficar, eu me apaixono.

- Só tem um problema. - A moça disse, voltando a calçar as sandálias, segurando a flor amarela e ouvindo a música parar.

- Qual?

- Se você se apaixona, quem foge sou eu. Tenha um bom dia.

Ela tomou o último gole da garrafa, beijou o rosto dele, depositou a flor no decote e seguiu seu caminho, deixando pra trás o rapaz. Com a barba e o coração por-fazer."

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

a gente sabe que acabou o amor
qnd não parece mais
que estamos vivendo
o começo de namoro

domingo, 16 de outubro de 2011

não importa o que eu
veja
faça
ouça
no final, é sempre em você que eu penso

sábado, 15 de outubro de 2011

http://modopoetaon

"publicar um texto é o mesmo que dizer: me empresta seu peito porque esse sofrimento já não cabe mais dentro do meu!"
"Você se encaixa em mim de um jeito difícil de explicar. Você vai organizando seu corpo de forma que todas as partes dele, se encostam nas minhas. O  seu braço comprido passa por debaixo da minha nuca, no vão exato da curvinha do meu pescoço. Acho que às vezes seu braço deve formigar por ser esmagado pela minha cabeça – mas você nunca reclama. A gente se deita e você, automaticamente, vai passando seu braço grande pelo vãozinho do meu pescoço, enquanto o outro se fecha por cima do meu busto. É quase uma chave de braço de amor. E você coloca sua perna pesada sob a minha minha, quase me esmagando. Se fosse qualquer outra criatura, pediria que ela logo tratasse de tirar tal peso de mim – mas do seu peso, eu gosto. É  um amor masoquista. Quero suas pernas pesadas esmagando as minhas. E, se você dá bobeira, tranço logo meus pés nos seus. A gente se contorce pra achar um jeito da trança não limitar totalmente nossos movimentos. Passo meu pé, que perto do seu fica tão pequeno, por entre seus calcanhares e o ninho está feito. Sempre uso a desculpa de querer esquentar seus pés, a única parte do seu corpo que não é quentinha. A verdade mesmo é que quero grudar em você, centímetro por centímetro. E você então encaixa seu rosto na minha nuca. E respira. E o ar quente vai aquecendo ainda mais o meu corpo, que, a essa altura, já não sabe mais o que é o frio. E sua respiração alta é quase como um sonífero. É o extremo do aconchego, me mostrando que você está realmente ali. Eu amo até o ar que sai de você. E você puxa meu quadril imponentemente de encontro ao seu, formando o encaixe perfeito. (...)"

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

coração de manteiga empedra
quando regado por
indiferença
hoje eu só queria um dengo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

quando você vê o coração de pedra se derretendo
e aí

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

aquele sentimento de perda irreparável que você sente ao apagar tudo
e perceber que nada mais será como antes

domingo, 9 de outubro de 2011

esse mundo não vale o mundo, meu bem

tá vergonhoso demais,
por isso não ligo pra morte,
eu acho,
não tenho aquele medo louco que as pessoas têm...
às vezes até torço pra ela vir me buscar logo,
pq é cada vez mais difícil ver o mundo desevoluindo
parece que ele já chegou no pico,
agora o que eu vejo por aí é só decadência,
pessoas querendo engolir umas as outras
ideias deturpadas
a mente das pessoas tá um lixo
e eu não acho que sirvo pra isso.

não que não tenha meu lixo também,
mas não estou conseguindo conviver com o dos outros.


(e, honestamente, não vejo nada depressivo nesse post, será que tenho algum problema?)
‎"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

sábado, 8 de outubro de 2011

se for me trocar,
que seja por coisa melhor

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

tenho que parar de resolver os problemas dos outros e começar a resolver os meus!

domingo, 2 de outubro de 2011

yoda :3